AVALIAÇÃO DA BMW G650GS

31/08/2011 11:33

BMW G650GS … avaliamos!


 

As motocicletas on-off de média cilindrada são o que praticamente todos os motociclistas precisam em uma moto.

São leves, econômicas, fáceis de pilotar e suficientes para vencer o trânsito e suas vias mau conservadas.

Geralmente encontramos um único “problema” nas motos dessa categoria: seu assento é muito alto, o que tornam as coisas mais difíceis para quem tem menos de 1,70m.

Esse é o trunfo da BMW G650, seu assento fica a apenas  779 mm e, se ainda ficar alto, você conta com um kit de suspensão especial que vai baixar mais alguns centímetros essa medida.

O destaque da G650 é seu chassi. A moto é leve e maneável, graças em parte a um centro de gravidade bastante baixo por conta de seu tanque de combustível localizado sob o assento.

Seu longo guidão ajuda na mudança de direção, graças à sua grande alavanca, mas cobra o preço por tocar os retrovisores dos automóveis nos corredores mais apertados.

Ele fica bem posicionado e não precisamos ficar esticados durante a pilotagem. Seus protetores de mão ajudam a desviar o vento e preservam os dedos na pilotagem urbana.

A distância do solo é boa, permitindo transpor todos os obstáculos comuns sem raspar o protetor do motor. As pedaleiras estreitas dificilmente encostam no asfalto, mesmo durante as curvas mais radicais. No caso da G650, a ponta da bota quase sempre é a primeira a encostar no chão.

O banco é confortável para o piloto e garupa, a espessa camada de espuma tem boa densidade e não cede com o tempo. Seu único problema é o formato. Ele é dividido em dois níveis, e a parte do piloto não permite muito movimento, além de concentrar a pressão em uma pequena área de contato. Em longos trechos é um pouco cansativo, por não possibilitar a busca de uma posição diferente de pilotagem.

A proteção do vento proporcionada pela bolha (a unidade testada estava equipada com uma bolha maior, opcional) foi boa e desviou parte do vento nas estradas; porém, em ritmo acelerado, se mostrou insuficiente para cobrir grandes distâncias sem cansar o pescoço.

Os pneus de uso misto mostraram boa capacidade de drenagem em piso molhado e em estradas de cascalho/terra, transmitindo o que está acontecendo para piloto e trazendo confiança na pilotagem.

Com apenas um disco na dianteira, a frenagem foi forte o suficiente para desacelerar a moto sem nunca ativar o ABS em uso normal. Sim, é claro que forcei o suficiente para ativá-lo, principalmente em piso molhado, e o resultado foi uma trepidação um pouco elevada para o padrão atual. O mesmo ocorreu com o pedal do freio traseiro que mostrou grande trepidação quando o ABS era acionado.

O bom é que o sistema pode ser desligado para off-road , porque há ocasiões na terra que você quer derrapar. Quanto mais eu uso ABS, mais eu o aprecio.

Mesmo a G650 GS usando um sistema analógico de atuação nas válvulas de admissão (que causa a trepidação), não é um retrocesso no desempenho. No entanto, os mais modernos, fornecem um melhor comportamento no off-road e mais conforto ao piloto.

A suspensão dianteira é ajustável em pré-carga e retorno com 170 mm de curso, a traseira monoamortecida tem 165 mm de curso e é facilmente ajustada através de uma roldana localizada próximo ao joelho direito do piloto. Ela tem um ajuste macio que privilegia o conforto e, apesar disso, nas curvas, a G 650 GS se mostrou equilibrada apresentando apenas uma leve instabilidade na traseira quando se acelerava forte nas curvas de alta.

O motor tem um funcionamento redondo para um monociclindro e mostra competência em média rotação. O nível de vibração também está dentro do esperado para  motores monocilíndricos desse porte, e é sentido principalmente no assento. No guidão a vibração é baixa e não compromete o conforto.

Com 50 cavalos de potência a 7000 rpm, esse motor de 652 cc com arrefecimento líquido faz você sorrir quando se acelera, mas não espere um grande poder de aceleração.

O melhor rendimento é, definitivamente, em médio e alto giro, mas no uso normal, especialmente na cidade, ficará próximo dos 5000 rpm. Na cidade o consumo de combustível foi de 24,2 km/l e na estrada 19,54 km/l.

No quesito design ela é a mesma moto da década de 90, é funcional e com ótima qualidade de acabamento, mas agora a BMW lançou a nova versão da G650 com alterações estéticas, o que deve atrair mais compradores.

A G650 é uma moto de entrada na média cilindrada perfeitamente adequada para as necessidades da maioria das pessoas. O preço pode parecer alto em comparação com outras marcas, mas a BMW tem componentes de alta qualidade e um valor de seguro invejável além, é claro, de ser a única a oferecer um plano de pagamento com 50% de entrada e saldo em 24 vezes sem juros.

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Fonte: Jornal Motonauta