CRÔNICA DA CRÔNICA VIDA DE MEIA IDADE

18/07/2013 16:31

Crônica da crônica vida de um meia idade

 


E de outros de alguns anos a mais.
Que todo mundo se canse de falar, prosear e quase poetizar, estar jovem em qualquer idade é muito legal, mas estar jovem quando se é de fato, é bem mais legal.
Infelizmente ser jovem quando se é jovem acontece apenas uma vez, uma curta vez, numa brevidade que vê o tempo a voar.
Estar jovem na meia idade, ou idade inteira, pode durar quase toda a vida, pelo menos pra alguns, cuja eterna juventude está na alma, e comanda mente e coração.
Crônica dos cômicos detalhes da vida, quando se é jovem numa roda de amigos e a conversa rolando daqui pra lá com respeito às baladas, meninas e galera. De hoje, de amanhã, do final de semana, do mês e dos próximos dez anos.
E quando se é meia idade num grupo de amigos iguais, mesmo se sentindo jovens, girando e se pegando na conversa sobre dor aqui e dor acolá, doença ali e remédio para lá e dos bons proctologistas, cardiologistas e fisioterapeutas por todos os lugares (risos).
Cômica evolução, da gandaia para o escangaia (popular de escangalha). 
Bom, rir da própria vida não deixa de ser uma forma saudável de viver e aproveitar cada segundo, em função desta plena consciência, entendimento e valorização dela. Fora todo o benefício de fazê-lo com humor.
Como dito outra vez, não existe um só dia em que vivemos na nossa vida, que não seja um a menos na soma de todos os dias dela. 
Não perca tempo na vida, mas perca ainda mais tempo fazendo ela valer a pena.
Portanto, mesmo com o nosso CG (centro de gravidade) um pouco deslocado, fazendo-nos parecer grávidos, depositamos toda essa rica massa muscular (0,000005%) sobre uma custom ou similares e saímos pelo mundo, praticando a nossa flatulência (risos) e curtindo tudo, por todos os cantos e estradas destas terras curvilíneas.
Lembro bem no início da vida corporativa na empresa, quando nela existiam vários “sinhorzinhos” de uma sabedoria incrível, que a gente chamava de “Seu” Armando, “Seu” Tupinambá e outros “Seu”. Agora nos pegamos pelos corredores e reuniões com os mais jovens se utilizando pra nos cumprimentar, e se pronunciarem, este popular pronome de tratamento “Seu”.
E que tratamento, somos pra eles hoje o que aqueles “sinhorzinhos” eram pra nós anos atrás. Caramba!!!
Sem problema, mas existe algo diferente no ar, pois nem os ditos meia idade são mais os mesmos.
Parece papo de coroa querendo ser jovem, mas não é, pois naturalmente a nossa vida continua em pleno e constante movimento, principalmente quando se é motociclista ou triciclista. Não tem parada.
Algumas evidências deste fato estão no nosso dia a dia, quando encontramos as nossas calças jeans com um dos filhos dentro, quando ficamos “p” da vida pra saber onde eles enfiaram o nosso LP Black Sabbath do Black Sabbath, quando a gente fala pra eles já crescidinhos que vamos cair na estrada e não sabemos bem quando voltamos, quando vira e mexe citamos em termos de cultura que eles são caretas, quando presenciamos eles ouvirem de amigos e a contragosto que seus pais são “cool”, quando é notório que temos mais amigos “descolados” e em quantidade do que eles na vida real, e até no Facebook.
Sob as diversas formas de observar esta nossa existência, se percebe uma dualidade que não é antagônica e conflitante, mas que não oferece condição de avaliarmos a verdadeira dimensão de ser jovem de meia idade, mostra apenas as suas diversas combinações, e que em cada um de nós, e a seu modo, se pronuncia num estado de ser, numa mistura única.
Pessoalmente estamos ávidos por explorar todas as combinações desta mistura, vivendo o melhor do novo e velho, da ousadia e equilíbrio, da esportiva e custom, da pista e trilha, da pressa e paisagem, do bate-volta e camping, … e a cada momento, deixar que ela continue a ser única.
Dose e viva a medida exata de sua existencial mistura.

Autor: Reinaldo Brosler