DAFRA APACHE RTR 150, UMA MOTO COMPETITIVA

12/04/2011 00:41

Dafra Apache RTR 150


A Apache nasceu na Índia e é produzida pela TVS. Lá é o modelo top de linha da marca com três versões em comercialização: uma de 180 cilindradas e duas de 160 cilindradas. A versão de 150 cilindradas é exclusiva para o mercado brasileiro.

O mercado indiano é parecido com o brasileiro, embora com um volume de vendas muito superior, mas, tal como aqui, essencialmente calcado em motos de pequenas, de até 180/200 cilindradas. São vários fabricantes, incluindo os tradicionais competidores globais e fortíssimos competidores indianos como a própria TVS e mais Hero e Bajaj, entre outros. Os modelos são muito parecidos tanto em estilo quanto em características técnicas, então é muito difícil se sobressair. A Apache consegue este feito, mas com um grande apoio da fabricante.

Um dos maiores exemplos do empenho da TVS na boa promoção desta sua moto é a realização do “ARE” (Apache Racing  Experience), um evento que regularmente leva dezenas de clientes e potenciais clientes para as pistas daquele país a fim de que se possa melhor conhecer e usufruir as qualidades da Apache. Pena que aqui a Dafra não explore esta excepcional forma de apresentar seus produtos, em especial a Apache, seguindo o exemplo de sua parceira industrial e comercial.

 
À primeira vista, é o estilo agressivo e acabamento diferenciado que mais chamam a atenção na moto, que parece ligeiramente maior do que a sua cilindrada sugere. O amplo frontal, composto pelo conjunto ótico e uma pequena “bolha”, deixa a Apache mais encorpada e com aparência agressiva e imponente. As pinturas baseadas em cores quentes como amarelo e vermelho e, um preto brilhante e um requintado cinza, reforçadas por listas longitudinais por sobre o tanque até a rabeta ressaltam o esmero e o cuidado para com um bom acabamento. A Apache não é mais uma daquelas motos normalmente de origem chinesa de preço baixo e acabamento sofrível, a moto é bem construída e é notória a preocupação com a sua boa apresentação como produto “Premium”. Reforçam esta premissa de posicionamento de mercado o moderno e completo painel de instrumentos composto de conta-giros analógico, luzes-espia e display digital multifuncional com funções normalmente incomuns como dois hodômetros (parcial e total), indicador de carga de bateria, memória de velocidade máxima e sistema programável de alerta de manutenção. A lanterna traseira com LED completa o estilo moderno. Aletas laterais junto ao tanque e spoiler sob o motor conferem ares de super esportiva à pequena guerreira.

No que concerne à motorização, a Apache é propulsionada por um monocilíndrico 147,5 cc, 4 tempos, OHC, refrigerado a ar, ainda alimentado por carburador, cuja potência máxima é de 14 CV a 8.000 rpm e o torque é de 11,3 Nm a 6.000 rpm. Este motor apresenta as características de subir rápido de giro e conseguir fazer com que a Apache tenha boas arrancadas e retomadas.

Rodrigo Machado, piloto da equipe Sobremotos e vice-campeão na categoria 125 da motovelocidade gaúcha, andou com a moto e afirmou que “a Apache tem muito boa retomada de velocidade, e o motor não vibra muito, se mostrando bem macio e responsivo”. A moto foi capaz de alcançar a velocidade máxima de 115 Km/h, um pouco abaixo do que sugere o seu visual, mas adequada à sua cilindrada, com a vantagem de se mostrar superior nas arrancadas e retomadas, com bom desempenho em todas as faixas de giro.

Estas características tornam a Apache bastante ágil para enfrentar o tráfego congestionado das grandes cidades e confortável para uma viagem em estrada. Raul Borges, Diretor de Arte da Revista Sobremotos e também mecânico e preparado de motos, destacou que “a manobrabilidade da Apache, sua estabilidade e firmeza de suspensão passam uma sensação de leveza e conforto durante a pilotagem. O câmbio é muito macio, tanto para engates de subida de marcha quanto para reduções, sempre com muita precisão”.

Todos da equipe Sobremotos que andaram com a Apache logo destacaram as qualidades da moto, mas também todos foram unanimes em apontar que o guidão rebaixado, próprio de seu perfil mais esportivo, torna sua ergonomia mais cansativa para um uso prolongado, ainda que este e o pedal de marchas possam ser ajustáveis. Além disto, a falta de um gancho para prender o capacete faz falta para uso na cidade.

Os equipamentos que tornam a ciclística da Apache segura e confortável são o freio a disco na roda dianteira, que funciona muito bem, a suspensão traseira a gás e a altura do assento ao solo ligeiramente mais baixa do que o convencional, com 790 mm. A partida é elétrica e ainda esta presente a opção de partida por pedal.

Quanto ao consumo, sempre é polêmico e controvertido apontar uma média, pois esta depende de uma série de circunstâncias. De qualquer forma, foi possível constatar que a Apache apresentou resultados entre 26,5 e 31,2 Km/l em uso urbano, ainda com o motor em período de amaciamento entre 1000 e 2000 Km no hodômetro, e 30,2 a 34,3 Km/l na estrada. Como o seu tanque de combustível é razoavelmente volumoso, com 16 litros, a conclusão que se chega é que a moto oferece uma grande autonomia, tranquilamente superior a 400 Km.

A Apache RTR 150 é comercializada nas opções de cores de vermelho, amarelo, preta e cinza com preço sugerido de R$ 6.690,00 (sem frete e seguro inclusos), o que a torna extremamente atrativa, pois é tão boa quanto as motos tradicionais de mesma cilindrada dos principais fabricantes já instalados há anos no Brasil, muito mais equipada e bem mais acessível.



Ficha Técnica:

Altura: 1.100 mm
Largura: 730 mm
Comprimento: 2.020 mm
Altura do banco: 790 mm
Peso em ordem de marcha: 136 kg
Motor: 4 tempos, monocilíndrico, OHC, refrigeração a ar
Diâmetro x Curso: 57,0 x 57,8 mm
Cilindrada: 147,5 cm³
Taxa de compressão: 9,5:1
Potência máxima: 14 CV a 8.000 rpm
Torque máximo: 11,3 N.m a 6.000 rpm
Carburador (tipo): UCAL Mikuni BS-26
Sistema de partida: elétrica e a pedal
Chassi: tubular em aço com berço duplo
Suspensão dianteira: telescópica de curso de 105 mm
Suspensão traseira: monotubo invertida a gás com 5 estágios de ajuste com garfo e 50 mm de curso
Rodas: liga leve
Freio dianteiro: disco de 270 mm
Freio traseiro: tambor
Pneus: 90/90 r17 e 100/80 r18
Embreagem: multi-disco banhada a óleo
Tanque de combustível: 16 litros
Ignição: IDI (Ignição Indutiva Digital)

Fonte: Sobremotos