MOTOCICLISTA TEM GRAVE PROBLEMA COM O GRUPO IZZO

27/06/2012 15:32

 

Motociclista relata problema grave vivenciado junto ao Grupo Izzo

Comprou uma KTM Adventure, pagou integralmente e a moto continua alienada...

Já recebemos muitos relatos de reclamações de motociclistas que adquiriram motos do Grupo Izzo e estão vivenciando problemas sérios.  Motociclistas compram suas motos, pagam integralmente o valor das mesmas e os veículos continuam alienados em nome de outras empresas, não podendo ser comercializados pelos seus efetivos proprietários e em alguns casos nem mesmo emplacados.

Resolvemos publicar esse caso vivenciado pelo motociclista abaixo, pois, está completo de informações que podem ajudar outros motociclistas a não serem lesados. É incrível como que na era da Internet, onde a disseminação da informação corre na velocidade de "cliques do mouse", ainda temos problemas como esse.

Dados do motociclista:

Motociclista: Paulo Cesar Gomide
Idade: 54 anos
Profissão e formação profissional: Gerente aposentado do Banco do Brasil, formado em Engenharia Elétrica e MBA em Gestão Empresarial pela FGV. 
Reside na cidade de Macaé no estado do Rio de Janeiro.

Segue seu relato:

Em 28/12/2011, adquiri uma moto KTM ADVENTURE 990, 2010/2011, dando entrada em cheque de minha conta corrente no valor de R$ 30.000 e em 31/12/2011, fiz um TED de R$ 23.000 para complemento e quitação da moto em nome da HDSP COMERCIO DE VEICULOS LTDA (empresa do Grupo Izzo).

Em 04/01/2012,  compareci a loja à Rua Olegário Maciel, 526 - Barra da Tijuca - Rio de Janeiro, onde foi entregue o veículo e emitida a Nota Fiscal, anexa, pela HDSP COMERCIO DE VEICULOS LTDA, onde consta “VEÍCULO VENDIDO SEM RESERVA DE DOMINIO E SEM ALIENAÇÃO FIDUCIARIA” em meu nome.

O Gerente da loja, Sr.Daniel, solicitou o prazo de 45 dias para regularização da burocracia de importação do veículo para o emplacamento, prazo cumprido de minha parte. Moro em Macaé (RJ) e após a aquisição da moto, fui parado por outro proprietario de KTM, adquirida na mesma loja e este me informou que já estava a mais de noventa dias sem conseguir emplaca-la. A partir daí, comecei a buscar informações a respeito dos procedimentos da empresa. Um amigo que havia adquirido uma Harley Davidson no mesmo Grupo, me indicou um site onde consegui localizar restrição da minha moto. Pelo número do chassi verifiquei  a existência da seguinte anotação:

Conforme pode-se notar, um ilícito, pois, existia gravame em nome de outra empresa. Aguardei o cumprimento do prazo de 45 dias e fiz os procedimentos para emplacar a moto (pagamento dos DUDAS pertinentes, agendamento e vistoria no DETRAN) onde não obtive sucesso. Recorri ao PROCON Macaé (RJ) e em 27/03/2012 (processo 0112.001.742-5), houve audiência e o fornecedor não apresentou previsão de liberação da documentação para emplacamento do veículo.

Em 07/04/2012, demos entrada na 6o Vara Civel da Barra da Tijuca (RJ), ação de numero 0009359-07.2012.8.19.0209 de danos morais e pedido de tutela antecipada para urgente regularização do veículo para viagem que estava marcada com grupo de amigos motociclistas a Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Em 13 de abril de 2012, demos entrada de medida cautelar de tutela antecipada para urgente emplacamento do veiculo (0020818-51.2012.8.19.0000) sendo estipulada multa diária pelo não cumprimento por parte do vendedor, com inicio em 02/05 e até hoje não cumprida por parte da empresa, o que me obrigou a alugar motocicleta junto a empresa BOXER ADVENTURE, sediada em Osasco - SP para a viagem.

No retorno, novamente mantive contato telefônico com o jurídico da empresa e foi-nos solicitado apresentação de valor para acordo e breve regularização da pendência, encaminhado por e-mail em 25/05/2012. Em 29/05, recebi resposta informado que o valor era alto e reenviamos nova proposta, com valor inferior às custas até aquele momento, sem retorno por parte da empresa.

Em 11/06/2012, mais uma vez, liguei ao setor jurídico da empresa negociando o emplacamento da moto em nome da empresa até regularização do gravame. Após diversas trocas de correspondência, foi fechado acordo onde a empresa se comprometia a enviar os documentos e a placa do veículo para que pudéssemos efetuar viagem na 4a feira (28/06/2012), além de valor monetário como indenização e de uma revisão da moto gratuita, porém "MAIS UMA VEZ SEM CUMPRIMENTO POR PARTE DA EMPRESA".  
    
Acessando-se o GOOGLE com "GRUPO IZZO RECLAME AQUI", podemos observar a existência de 870 reclamações da empresa, onde grande parte deve-se a procedimento de má-fé da mesma.  

Dia 27/06/2012, completamos mais de 160 dias da compra do veículo, onde além do valor para a compra da moto, temos despesas com o seguro da moto, custas  processuais, aluguel de outra moto para viagem, honorários advocatícios, ligações interurbanas diversas e o imenso desgaste moral e desrespeito ao consumidor. Sendo assim, autorizo a divulgação deste relato para que novos incautos não sejam enganados pelo GRUPO IZZO.

Segue link de decisão judicial onde é mostrada a prática empresarial do Grupo Izzo. Clique aqui para verificar. 

Paulo Cesar Lima Gomide

Da mesma forma que publicamos esse relato vivenciado pelo Sr. Paulo Cesar Lima Gomide, estamos abertos a receber e publicar informações fornecidas pelo Grupo Izzo ao caso relatado. -mototurismo@rockriders.com.br

 

Fonte: rockriders.com.br