TESTANDO A BMW K1600 GT

02/04/2011 13:35

 

TESTANDO A BMW K1600 GT

 
Ainda antes das 11 da manhã, hora combinada para o test-drive da nova K1600GT, já estava na Baviera Expo, a quem desde já agradeço a disponibilização da moto, muito em especial ao meu simpático amigo Pedro Hogan.

PIERRE SOUZA LIMA  

A saída do Stand não estranhei o peso da moto, que embora superior ao da FJR, é compensado por um centro de gravidade bastante baixo e uma boa repartição de massas. Estranhei sim o novo sistema de acelerador RBW (Ride By Wire) que, sobretudo quando o motor está frio, tem um comportamento demasiado sensível e requer algum cuidado e habituação.

Optei por um traçado que faço muitas vezes de FJR no Verão, ou seja, sair da Expo pela Ponte Vasco da Gama, seguir pela IC32 até Palmela, tomar depois a direcção da Quinta do Conte e em seguida rumar a Alfarim, até a Praia do QMoinho de Baixo, no Meco.

Logo na ponte fiquei muitíssimo bem impressionado com a entrega dos 160 cv de potência, elasticidade e enorme binário do novo motor 1600 em linha da marca bávara. Mesmo em modo "road" o binário é tal que pôde confirmar consegue-se rodar quase sempre em 6 velocidade, como uma moto automática se tratasse. Por sua vez a suspensão ESA em modo "confort", agradou-me bastante em auto-estrada. A proteção aerodinâmica também é perfeita mesmo para a minha altura.




Se comportando nas curvas 

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Chegado à estreita e sinuosa estrada entre a Quinta do Conde e Alfarim, regulei o motor para o modo "dynamic" e a suspensão para "Sport". Enquanto que resposta do motor ainda ficou mais desportiva, ideal para este tipo de estrada, já a suspensão, embora precisa, ressentiu-se bastante das muitas lombas deste troço, não conseguindo absorver muitas das irregularidades da estrada, ao contrário do que eu esperava. Por outro lado, e embora a ciclistica da moto seja excelente, por duas vezes a roda de trás "escorregou-me" de forma que não era suposto acontecer com o controle de tração ativado. Chegado à praia do Moinho de Baixo fui ver quais os pneus da moto e aí constatei que, estranhamente, enquanto o pneu de trás era um Bridgestone BT021, o da frente era um BT022. 

Fiquei na dúvida se era esta a razão ou se do fato do acelerador RBW colocar toda a potência da moto no asfalto muito rapidamente.

Segui depois para Sesimbra, encontrando pelo caminho um troço em obras, onde propositadamente acelerei e, nesta altura, o controle de tração funcionou na perfeição, não deixando a roda traseira resvalar.

Depois de um breve almoço em Sesimbra rumei para a Serra da Arrábia onde, com conhecimento do terreno e já bastante confiança na moto, enrolei o punho, ao qual a K1600GT respondeu na perfeição, permitindo-me corrigir até alguns excessos graças aos seus excelentes e fiáveis freios.

Levei a moto praticamente aos limites na A2 e fiquei extremamente bem impressionado 

De regresso à Baviera Expo e já um pouco atrasado, levei a moto praticamente aos limites na A2 e fiquei extremamente bem impressionado com o seu comportamento irrepreensível, sem tão pouco acusar o vento, como acontece com a FJR a alta velocida. Fiz o mesmo teste que o Filipe Elias, ou seja tirei por momentos as mãos do guiador, a cerca de 200 km/h, e a moto parecia um comboio sobre carris. Por outro lado fiquei extremamente bem impressionado com a capacidade de travagem / redução do próprio motor, mesmo em 6a. velocidade, quando se alivia o punho. Chegado à ponte Vasco da Gama e depois deste grande "aperto", não senti qualquer calor anormal provindo do motor.

Em suma, foram cerca de 155 Km de grande prazer, para mais com um dia magnífico, fazendo um consumo médio bastante razoável de 7,8 litros/100kms, perfeitamente aceitável para um motor desta cilindrada e potência, numa condução rápida.


Por: PIERRE SOUSA LIMA

FONTE:     www.rotaway.com.br