TESTE COM A NOVA KAWASAKI VERSYS TOURER

15/01/2012 21:42

 

Teste com a nova Kawasaki Versys Tourer pelas estradas

Escrito por  Portal Big Trails

Não é de hoje que, ditando tendências, a Kawasaki vem assumindo um papel interessante no mercado

Não é de hoje que, ditando tendências, a Kawasaki vem assumindo um papel interessante no mercado mundial. Foi assim com a Z750, fazendo as concorrentes subirem a cilindrada de suas nakeds de média cilindrada, é assim desde 2006 com a Versys, uma big trail de média cilindrada que não gosta de terra.

De todas as big trail vendidas no mercado, quer seja de média ou de alta cilindrada, são raros os proprietários que colocam essas máquinas na terra ou no rípio.

No entanto, as vendas de motocicletas do estilo trail têm crescido ano a ano, já que oferecem uma posição mais ereta, confortáveis suspensões de longo curso e a possibilidade de colocar top case e malas laterais sem deixar a máquina feia, já que esses acessórios acabam combinando com o estilo dessas motos.

Olhando esse nicho de mercado a Kawasaki adaptou a Versys, uma típica trail citadina, para viagens, denominando-a Tourer (turismo), mas só com as malas laterais. Há ainda na Europa, outra versão, a City, com o top case, vulgo baú.

Com a mesma base mecânica de suas irmãs ER-6 e Ninja 650 R, a Tourer teve o motor amansado para 64 cv de potência a 8 000 rpm e 6,2 Kfgm de torque a 6 800 rpm, ante os 72,1 cv a  e 6,7 Kgfm das “manas”.

O objetivo dessa alteração é proporcionar um motor mais elástico, com uma curva de potência mais plana  e torque abundante já em baixas rotações, o que deixa as respostas mais suaves e acaba evitando assim muitas trocas de marchas.

A Tourer está pronta para quem quer viajar sozinho ou acompanhado, já que em cada mala é possível armazenar até 10 kg, entretanto, com elas instaladas, todo cuidado é pouco  no tráfego urbano, já que a referência do piloto é a frente da moto e as malas a tornam mais larga, não sendo possível trafegar em corredores estreitos.

O banco é confortável para piloto e garupa e a posição de pilotagem é adequada, mantendo-nos em uma postura bem ereta, pés bem posicionados nas pedaleiras e braços relaxados no largo guidão. Os botões são intuitivos e bem acabados e o belo painel oferece uma leitura rápida, como se deve ser em qualquer moto, com conta-giros analógico e uma tela em LCD com hodômetro total e parcial, relógio e marcador de combustível.

O pára-brisa cumpre bem sua função, desviando bem o vento para acima do capacete e assim mantendo a viseira limpa de insetos. As mãos também ficam protegidas com o protetor de série na cor da moto. À noite a iluminação por leds do painel é bonita e o farol oferece ótima iluminação, leds também são utilizados na lanterna traseira.

O que achei muito interessante na Versys Tourer é a ampla possibilidade de acerto da suspensão. Atrás, são 13 níveis de ajuste no amortecimento e 7 níveis de retorno de pré-carga da mola. Na dianteira também podemos ajustar compressão e pré-carga da mola, sendo assim possível deixá-la mais confortável (com uma trail) ou mais esportiva (como uma naked). Mas é necessário sensibilidade e aprender a fazer os ajustes.

Como faz curva! Se o piloto adorar estradas sinuosas, o casamento é perfeito e o limite são os pneus. Não é exagero afirmar que faz, realmente, curva como uma naked, já que suas rodas de liga-leve são de 17 polegadas calçadas com pneus esportivos de 120/70 na dianteira e 160/60 na traseira, chassi em aço com boa rigidez, massa centralizada com o escape curto e abaixo do motor.

Com essas características, nítida e honestamente, a Versys Tourer não é moto para pegar estrada de terra ou rípio apesar de contar com boa distância do solo (180 mm), o escapamento e as rodas de liga-leve com pneus esportivos limitam e muito qualquer aventura que seja fora do asfalto. Sem as malas, a Tourer volta às origens e se torna uma máquina ágil no trânsito passando fácil pelos corredores, mas sofre com os buracos como qualquer moto com rodas e pneus esportivos, menos é verdade, dado o maior curso das suspensões, que contam com 150 mm na dianteira e 145 mm na traseira. Para parar a máquina, há um disco duplo de 300 mm em forma de pétala na dianteira com pistões duplos e na traseira disco simples de 220 mm, também em formato de pétala com pistão simples com ABS, como no modelo testado, aliás o ABS é um investimento mais que recomendado. Lembre-se que segurança não é gasto!
A Tourer pode ser classificada como uma moto 2 em 1, ou seja, é possível com uma única motocicleta, uma utilização durante a semana sem as malas e viajar no final de semana sem a preocupação de não ter onde alojar o necessário para um passeio curto ou longo.

Fonte: André Garcia