TESTE SUPER TÉNÉRÉ 1200

16/02/2011 20:50

 

TESTE SUPER TÉNÉRÉ 1200

 
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Quem nos conhece sabe que quando nos chega um "brinquedo" novo, gostamos de o conhecer bem. Para isso, nada melhor do que experimentá-lo nas condições que mais gostamos...

Dar continuidade a um modelo Trail mítico como a Super Ténéré não é tarefa fácil. Para saber como se saíram os engenheiros nipônicos levamos a nova Yamaha para o Adventure Training Centre.

É bastante claro que esta moto entra em direta concorrência com a BMW GS pelo que não é de estranhar que tenha tantas similaridades. A transmissão por veio e rodas de raios com tubeless, "trunfos" até agora exclusivos das GS, aparecem na Ténéré com algumas ligeiras nuances. 

O braço oscilante duplo em vez de monobraço, faz mais sentido. Dividir o esforço da roda por dois rolamentos pode significar maior durabilidade do que em apenas um, alem disso a distribuição de peso fica mais equilibrada... já no que diz respeito às rodas, o apoio dos raios na borda do aro é naturalmente mais resistente do que se este apoio estiver no centro do mesmo. 

Os bancos são definitivamente inspirados na GS, tanto em design como em conforto, a única diferença perceptível é que implicam em uma menor abertura das pernas, permitindo chegar com mais conforto os pés ao chão.

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A posição de condução é simplesmente perfeita, o guidão largo e a posição dos pés ajudam a controlar a moto sem esforço, mesmo em longas tiradas.

O tanque tem 23 litros de capacidade e é (infelizmente) de metal, sendo por isso mais facilmente danificável em caso de queda do que um de plástico. O radiador está montado lateralmente, se por um lado é mais eficaz do que montado atrás da forquilha, por outro está também mais exposto em caso de queda.

Feita a primeira avaliação rápida é tempo de saber como se comporta fora da estrada. Um botão lateral permite desligar o controle de tração, isto apesar de ter um modo off road. Em seguida tem que desligar o ABS, mas aqui surge o primeiro problema. A inexistência de um botão para desligar o ABS é algo inconcebível numa moto que tenha qualquer tipo de apetência trail, grande falha dos engenheiros nipônicos. Procuramos alternativas para desativar o ABS e rapidamente percebemos soluções que atenuam esta falha.


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Debaixo do banco do condutor (aberto com a chave de ignição) está colocada uma chave sextavada que permite a desmontagem de todas as carenagens da moto, entre as quais a do lado direito, que protege a caixa de fusíveis, bateria e ferramentas (sim esta moto vem com ferramentas!).

A tampa está presa com 4 parafusos de aperto rápido, daqueles que basta rodar para o lado que ficam soltos, uma solução muito vista em competição, mas pouco utilizada. Em menos de 1 minuto temos todas as ferramentas à mão e a bateria exposta. Feito isto basta retirar o fusível de ABS e desligamos o sistema. Com esta operação perdemos o velocímetro e o odômetro, provavelmente controlados pelos sensor de ABS na roda. 

Continuando na adaptação da moto ao off road, afinamos a posição de condução no que diz respeito ao guidão. Bastou rodar ligeiramente que ficou no ponto, nos pedais a coisa revelou-se ainda mais simples.

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As borrachas das pedaleiras saem facilmente sem recorrer a ferramentas, mas o mais genial é que com esta pequena operação ajustamos rapidamente o espaço entre comandos e pedaleiras para a condução de pilotagem em pé. 

A altura da borracha é mais do que suficiente para acessar os pedais de marcha, mesmo utilizando as volumosas botas de enduro. Em condução os 261 kg estão lá, nada a fazer, agora que estão muito bem distribuídos, disso não restam duvidas depois de percorridos os primeiros quilômetros. 

O peso está em baixo, muito em baixo, o que em conjunto com a qualidade da suspensão, facilita e muito a agilidade com que se consegue levar esta moto por trilhos mais técnicos. 

A resposta de todo o conjunto em pisos escorregadios é honesta e clara, tornando-se muito intuitivo corrigir trajetórias ou slides. Apesar de pequeno curso (190mm) as suspensões são rígidas o suficiente para não "baterem" quando expostas a buracos ou pedras. 


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A forquilha tem um toque magnífico não afundando em demasia, e contribui definitivamente para uma frente bastante mais leve e controlável do que na GS, por exemplo.

O motor é progressivo e potente, subindo rapidamente e garantindo diversão a cada acelerada, apesar disso é incrível a capacidade de tração da moto, mesmo com pneus de estrada como era o caso. O binário impressiona, muito semelhante ao boxer, perde apenas em recuperações a muito baixa rotação. Isto se tivermos em modo S (sport), porque em modo T (touring) a gestão eletrônica torna o motor bastante mais dócil.

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A capacidade de frenagem é assustadoramente potente, arrisco mesmo a dizer que seja demasiado potente para TT. Os freios são "linkados" mas neste caso nem chega a ser um grande defeito, uma vez que o seu comportamento é impercetível.

A 1th edition da Yamaha Super Ténéré vem equipada com uma série de acessórios dentre os quais proteção de punhos, malas e uma proteção de Carter de alumínio. A proteção é eficaz mas os seus apoios pareceram frágeis, o filtro de óleo está extraordinariamente exposto e uma pedra mais atrevida não terá muita dificuldade em fazer danos. 

Em conclusão a nova Yamaha XT1200Z Super Ténéré é um proposta bastante equilibrada e que vem sem duvida desafiar a liderança do segmento trail touring com a BMW GS, especialmente entre aqueles que nunca morreram de amor pelos cilindros laterais do boxer.

O seu motor mais poderoso, melhores suspensões e melhor frenagem são argumentos de peso, mas o seu trunfo principal é mesmo o preço competitivo.

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Extraído do site: www.rotaway.com.br