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Tudo sobre a NH190 da Dafra

A Dafra anunciou recentemente duas novidades que reforçam a parceria da empresa brasileira com a taiwanesa SYM: a moto de uso misto NH 190 e o scooter HD 300. Os modelos, mostrados no Festival Duas Rodas, realizado em Interlagos (SP) entre 29 de agosto e 1º de setembro, reforçam a estratégia da marca de atender nichos específicos de mercado. A parceria com a SYM se iniciou com o Citycom e foi expandida com lançamentos de sucesso como Next 250, Maxsym e Next 300. A nova NH 190 marca a estreia da Dafra no segmento de motos de uso misto. O modelo tem previsão de chegada às lojas apenas em novembro.

 

 

 

 

Também em parceria com a SYM, a Dafra oferecerá a partir de maio de 2020 mais uma opção de scooter para o consumidor, o HD 300, que tem como base o mesmo conjunto mecânico do Citycom S 300i.

Confiante, José Ricardo Siqueira, gerente nacional de marcas da Dafra, afirmou que "com esses lançamentos temos convicção de que a montadora se fortalecerá ainda mais no segmento de scooters e iniciará com bastante força em um segmento que até então não atuava, apresentando modelos desenvolvidos com um parceiro reconhecido por sua qualidade e tecnologia, o mesmo de Citycom, Next e Maxsym". Além destas novidades, o executivo prometeu novos projetos que serão apresentados nos próximos anos.

Em meio a tantas motos que mais pareciam caças, voando baixo na pista de Interlagos,(SP), uma pequena moto chamava a atenção. Exposta de maneira estática, a desconhecida moto já se pronunciava com porte de trail, uma vistosa mistura entre Honda XRE e BMW G310 GS, em um despretensioso tom de cinza.Cheguei mais perto e fui me informar. Era ela, a nova trail da Dafra, a NH 190, surpresa revelada a todos de uma hora para outra. Mais precisamente, é o novo modelo que chega para abrir o leque de produtos da Dafra, e que estreita a parceria entre a marca nacional e a SYM.Por sorte, pude ter as primeiras impressões de rodar com a trail logo depois, numa pista montada para motos e scooters .

Por sorte, pude ter as primeiras impressões de rodar com a trail logo depois, numa pista montada para motos e scooters no Kartódromo do autódromo paulistano.

De cara, chama atenção o "batidão" firme do motor monocilíndrico de exatas 183 cm³. Projeto atual da SYM, chama atenção pelo cabeçote de quatro válvulas e por ter refrigeração líquida, algo encontrado normalmente em motos de maior cilindrada. E que teoricamente favorece a durabilidade do motor, pois trabalha em uma faixa de temperatura mais constante.Voltando as primeiras impressões, a unidade que rodamos tinha pintura azul metálica e o porte, encorpado. Tem 90 cm de largura no guidão, altura mínima do solo de 18 cm, 1,40 m de entre-eixos em 2,06 metros de comprimento total.Ao girar a chave na ignição, agradou o painel completo, com direito a indicador de marchas, diversas luzes-espia, além de velocímetro e conta-giros de boas dimensões.Ergonomia, por sua vez, há o que melhorar: o assento, apesar de amplo, escorrega o traseiro do condutor para frente, enquanto o guidão montado em uma comprida mesa, fica bem recuado para trás – mesmo para os mais baixos. Talvez seja questão de costume, mas há a postura pode ser melhorada. 

O quadro, em uma espécie de treliça, dá impressão de pesado. E realmente deve ser, já que o peso (seco) declarado é de 141 kg. Detalhes a parte, a trail mostrou vigor em baixas rotações, e disposição para ir a giros mais altos. Neste breve contato, chamou atenção o propulsor de um cilindro com o requinte do radiador de água logo a frente, de boa dimensão, cercada por tubos laterais junto ao chassi, de maneira a protegê-lo no caso de pequenas quedas.Mesmo com cilindrada baixa (183 cm³), entrega um torque máximo bom, de 1,6 kgf.m (a 7.500 rpm), e potência máxima de 18 cavalos a altos 8.500 rpm. Rodando pelas breves retas e as diversas curvas, trabalhando bastante as faixas de giros, as respostas do motor se revelaram uma agradável surpresa.Também foi possível notar que os freios (a disco, com sistema combinado de frenagem), poderiam ser mais bem modulados aos anseios do condutor.A transmissão com seis marchas marca um ponto positivo, com relações próximas entre si – o que deve ajudar no desempenho em cidades e baixo consumo em rodovias. Engates na caixa não decepcionaram; revelaram suavidade.Também agradou vir com carregador USB, bem como a iluminação frontal por LEDs – a qual não deu para avaliar, mas é de fato atual.Conjunto de rodagem tem rodas raiadas e parrudos pneus: 100/90 R19 dianteiro 130/80 R17 atrás. O tanque encaixa bem nas pernas e engana pela capa que o recobre: não é dos maiores, com capacidade para 11 litros.Dona de um design chamativo, resta saber o preço que a NH vai ter quando chegar às lojas em Novembro. Se o valor ficar na casa de R$ 11 mil, tem argumentos para cativar a quem busca conforto – e uma moto menos visada, com uma mecânica mais "moderna".Como concorrentes diretas, terá a trail mais nova da Honda, a XRE 190 – bem resolvida e com ABS frontal, mas a salgados R$ 14.064 sugeridos. E também a interessante Crosser 150, da Yamaha, que parte de R$ 12.590 já com freio ABS, também somente na dianteira.

 

Fonte: Infomoto